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quinta-feira, agosto 17, 2006

New York, New York, mico na duane!

New York, New York -I-

Essa historia é verdadeira, e pra variar aconteceu comigo!
Enfim , reveillon em NY com a Mali - sonho de consumo dela!
Malas enfileiradas, passaporte nas mãos, sorrisão na cara, check-in em Confins.
- Autorização, senhora, me diz a atendente. - Que autorização?
- A do pai da criança, senhora! Criança menor não sai do país sem autorização, quando está apenas com um dos genitores.... Confusão armada! Claro que eu tinha esquecido a porra do papel!
Chôro, correria, liga pro pai, o moço tá no plantão, CTI!
Me jogo aos pés dos agentes federais, choro lágrimas de mãe, imploro, ligo pra juiz amigo, pra desembargador, NADA.
Única concessão : - o pai teria que comparecer, em Confins, "munido" de seus documentos, e assinar uma declaração de autorização sob as penas da lei...
Mais desespero, porque o pai não atendia o celular! O aeroporto inteiro já envolvido no caso.
Consigo, bondade extrema das atendentes, trocar as passagens para chegar em São Paulo mais tarde!
Ok, mas e o pai??? Cadê o pai da criança? Pelo amor de Deus, Pai, atende o celular!!!!
O pai atendeu. Imaginem o que eu ouvi. Podem dobrar. Foi muito mais.
Claro que o Alexandre chegou a tempo em Confins, onde foi recebido por um monte de gente que respirou aliviada, e, literalmente, sob uma salva de palmas , adentrou na Policia Federal!
Enfins, salvas, apesar dos olhares fulminantes que ele me enviou, lá fomos rumo ao reveillon!

New York, New York - II -

Pensam que acabou? Ledo engano!
29 de dezembr0 2004, voo da TAM cheio, eu e Mali, "esprimidinhas" - classe econômica- diretas para NY.
Chegada gloriosa, frio total, lá vamos nós pra "line amarela, fazer a duane", ou seja , passar pela imigração.
Tava tudo de alerta vermelho. Véspera de reveillon, mais de milhões de turista, sem contar os japoneses. Cidade lotada, e os caras lá, morrendo de medo de atentados, passando pente fino em todo mundo...
Tira bota, abre bolsa, mostra mala, e chega a vez de mostrar o passaporte.
A Mali, toda lindinha, passa primeiro, coloca os dedinhos direitinho onde o homem manda e é carimbada.
Ai vou eu. Realmente, eu entendo ingles, quando o povo "speak slowly..."
Mas, o cara começou a falar super depressa pelo microfoninho, e eu num tava entendendo nada.
Foi necessário dar-se inicio a comunicação por sinais. De cara coloquei o dedão num pratinho meio prateado e vi que tava certo. - ok, fala o cara lá de dentro da cabininha, e continua falando pra mim...: -- now... other, e me mostrando o indicador.... ahn...entendi... ! Coloco o indicador lá também.
Mas, alguma coisa não deve ter dado certo, porque o moço me manda colocar o dedo lá de novo...
Coloco. Encore, nada. Ele então começa a falar mais depressa!
A Mali, filhinha linda, que sabe ingles, vira pra mim, e diz,: - mãê, o moço ta falando... Olho pra ela, e falo quase gritando : -Perai Mali, cala a boca pelo amor de deus, num ta vendo que tô nervosa? Tô sem entender nada, perai! Nessa hora, o americano pega seu dedo indicador e começa a esfregar na testa ( dele é claro). Eu, já me sentindo meio idiota com a situação, coloco meu dedo na testa e fico rodando, igual ao homem...
Ai ele diz : - now, here! E aponta pru pratinho... Gente, sabem o que eu fiz? Era tanta aflição e pressa, que eu, em vez de colocar o dedo, desci com a testa, e meti ela no tal do pratinho... Voces não imaginam as gargalhadas! Sabe quando voce faz uma coisa e em um miléssimo de segundo percebe que fez a coisa errada??? Voces podem imaginar minha reação! Fiquei puta, e falei bem alto e em portugues : - Pô, cara, pelo amor de Deus, onde voce quer que eu coloque esse dedo..
Bom, final do caso. Atrás de mim, uma fila de brasileiros, e as respostas foram lugares dos mais variados, acompanhadas de risadas. A polícia teve de mandar o povo calar a boca! O guardinha, que tava me explicando e pegando minhas digitais, ria tanto, que só falava : - go, go, no problem... E eu, morrendo de raiva e também de rir, adentrei nos unaites estetis sem deixar minha digital indicadora, sob mil gargalhadas e um olhar terrivel da Mali, que , coitadinha, tentou o tempo inteiro traduzir pra mim, que o moço tava dizendo : - meu dedo estava seco, e passando na testa ele pegaria oleosidade e a impressão sairía. IMAGINEM ... se eu ia entender tanto ingles??? mais nunquinha...
Agora, toda vez que vou entrar lá, já lambo os dedos todos! Mas, a viagem foi especial, e a gente riu muito, e passamos um super Reveillon, estilo Ny, Ny....

5 comentários:

Joana disse...

mae por falar nisso, agora que eu lembrei que no meu celular tem uma mensagem da mulher que vcs conheceram em ny, aquela que eh policial sabe? ela ligou pro meu telefone que foi o numero que vcs deram pra ela na epoca que estavam no gustavo, perguntando como fazia para entrar em contato com vc e maria julia. nao liguei de volta porque meu telefone nao funciona direito aqui.

Anônimo disse...

ai, que eu estou me acabando de rir..
Luciana Pordeus

marilia disse...

Jojo...lega pra ela!! é foi super legal com a gente !

Luciana, ainda falta o caso dessa policial de quem a jojo falou!!!

vc não imagina!!!!!é outra história extravagante, e louca, que somente acontece comigo!!!!
vou postar depois.... so pra dar curiosidade: - assistimos o reveillon no palnque das autoridades, graças a amiga " intima " - a policial " que eu arrumei lá...depois eu conto..foi divertidíssimo!
bjos

Anônimo disse...

ei Marília...
tô aqui esperando a estória que vc falou...
beijo
Luciana Pordeus

marilia disse...

ja ta chegando..........
bjos