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domingo, abril 30, 2006

de noite

Chegando em casa agora. Fome de pizza. Sai com a Marisa, já estava com saudades dela.
A cumplicidade de sempre, a mesma intimidade.
A gente se conhece desde que tinhamos seis anos.
Não vou ficar de lembranças agora, senão viajo demais... estou ficando velha, vivo
lembrando coisas de antes.
Estou caída de amores por esse blog. Dá para notar....
Andei visitando outros para conhecer esse universo ainda tão novo pra mim .
Tinha preguiça de internet....
Tenho lido alguns, estou fazendo comparações, mas, cada um tem um estilo.
Só os recursos de postagem me fascinam, por que não sei ainda usar todos!
Estou escarafunjando meus escritos. Achei um texto que escrevi há uns tempos.
Não tem nada de diferente e nem de novo. é só mais um texto.
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Boca Branca
Pois bem, eu era divorciada e com uma filha de cinco anos, e tinha 33 anos quando
comecei a namorar um cara de 22 chamado Alexandre.

O namoro recém iniciado ia em clima de paixão, beijo na boca, conversas dentro do carro
noite adentro.
Era um sábado a tarde quando resolvi chamar o namorado novo para ir comigo levar
Joana ( a filha de cinco anos) em um aniversario.
Ele, estudante de medicina, disse com a maior tristeza que não poderia me acompanhar.
Tinha prova! E era uma prova tão difícil que nem a noite iríamos nos encontrar. Talvez,
fosse até melhor eu não lhe telefonar, por que poderia atrapalhar a concentração.

Eu acreditei. Fui pra festa.
Eu lá, sentadinha no salão, perto da piscina. Pouco mais a frente, uma mesa de jovens,
todos primos do aniversariante, bebendo descontraídos, em total contraste com o clima
infantil da festa.

De repente, pura intuição, viro para o lado, direto na porta de entrada, hall principal do
prédio. Alguém estava falando com o porteiro. Não levava jeito de pai de criança.

-“Estranho... aquele cara parece com o Alexandre,,, será? Será que ele descobriu
onde eu estava e veio me ver..”? Meu coração disparou... Olhei novamente.
Não havia dúvidas. Era ele.

Antes que eu tivesse feito qualquer movimento para me levantar, duas jovens saíram da
mesa ao lado (aquela dos primos) e correram na direção dele. – “ E ai Maia, tudo certo?
A gente tava te esperando pra sair. Vem tomar uma antes...Conseguiu liberar a coroa”?”

Ele, sorriso largo, todo lindo , caminhou para a mesa. Foi quando me viu. Parou de
repente,. Olhou para mim, a voz custou para sair .
- Baixinha? Vc aqui?
- Uai Lê, veio me ver?
- E´´...vim.te ver.......

Mas não teve jeito! Ele perdeu a cor, e sua boca ficou irremediavelmente branca. Uma
das meninas, de quem fiquei amiga mas tarde, chamada Flavia, pendurada no braço
dele perguntava: - amiga da sua mãe?

-Não..é aquela, a Marilia, a mulher, ..Ele não sabia o que dizer...
Que azar o dele... tanta festa de criança acontecendo sábado a tarde....Logo a minha???

Claro que ele não saiu com eles. Claro que ficou comigo.
Ficou por mais muitos anos desde aquele dia.
Foi a primeira mentira!
Sempre que ele mente fica com a boca branca, marca registrada. Descobri anos depois.

Um comentário:

Anônimo disse...

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