Layout / Art: Ana.

sábado, dezembro 09, 2006


os traços no branco.
(Monica Sartori )

branco.

ensaiando...





branco e transparencia.

Erótico, literal, gramatical...

Redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco - Recife), que venceu um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.

"Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir.
E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.
O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta. Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus>objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua
portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva".

esperando jôjô.....


hoje a minha casa viveu momentos de "casa de família". sério, há tempos o fogão não funcionava a todo vapor como hoje! confusão e gente trombando na cozinha, na área de serviço e para completar, seu waldemir pintando os quartos...
explico: - a Sandra, super cozinheira da minha rimã, veio fazer alguns pratos para deixar congelados. semana que vem, quando Jôjô e Mike já terão chegado, Adriana e eu estaríamos perdidas se não eu tivesse tomado esse cuidado! não sei cozinhar e a Dri, só é boa de arrumação, tomação de conta, lavação de roupa na máquina e cuidar das saladas que contrastam com as massas que a Mali ama comer. aqui a gente vive de salada , gelatina, pão e macarrão!
definitivamente não temos a mania de comer aqui em casa! e, sabem, eu gosto assim. sempre impliquei com cozinha, cheiro de comida, de frituras, até com cheiro de brigadeiro as vezes eu brigo. como se não bastasse a confusão alimentícia, a mangueira da máquina de lavar rompeu, alagando a área de serviço, causando risadas e escorregões, cumuladas com o ter de subir 5 andares de escada, porque, justo no MEU horário de pico, a luz do bairro santo antonio cismou de ir embora! caracas, foi muito para uma feminista comodista como eu! fui duas vezes ao sacolão ( coisa rara), parei na padaria, e entrei no carrefour para procurar um tal de fermento"biológico" - cara, nunca ouvir falar nisso- mas que era fundamental para a massa do pão...e ainda fui ao mercado distrital para achar creme de leite fresco- bien sûr, pour quoi non -
porra..., eu tenho razão. melhor é não comer. dá trabalho demais!
e a pintura? seu Waldemir havia marcado comigo para pintar os quartos por que deu infiltração abaixo das janelas, pq o silicone que veda rompeu com a chuva... a parede estava tõda saltando para fora! pergunta: que dia ele pôde vir pra começar??? -Ontem, HOJE, segunda e terça!
olha gente, 7 da noite, e eu não acredito que acendi meu incesinho, liguei minha billie, e vim pra cá blogar, no mais completo silêncio, claro que repleto de odores - tinta, bolos, lombos assados, pães e roscas...rsssssssss

amor????


se eu pudesse escolher meus amores,
iria escolher entre os puros, os doces, os de olhar infinto.
aqueles que amam tranquilamente, compassadamente , sempre.
aqueles que falam poemas, e mandam uma rosa.

mas, escolhendo os puros e de olhar infinito,
e que me amariam tranquilamente, sempre.
eu perderia da paixão, o medo do dia seguinte e toda adrenalina que vem com ele,
o puxão de cabelo, o porre homérico, e roupa molhada, o beijo profundo.
alguem me disse que estou errada.
que exite amor tranquilo, com beijos profundos
ah... ainda vou sair para procurar um desses...

sexta-feira, dezembro 08, 2006

beatles, para iniciados...

gente, esse é o melhor arquivo dos beatles que já vi!
valeu grecco! te perdoo por todos os abandonos!
pode cuidar das suas ongs, e das aulas de italiano!
plante em seus jardins, cuide dos filhos que tem pra criar, realize todas as viagens e converse e beba vinho com todos os seus amigos!
e, finalmente eu aprendi a postar!!!!!!
é só clicar e viajar no tempo!!

http://www.thebeatles.art.pl/tele.html



Já que é pra atacar de shakespeare...
sonhos de uma noite de verão....
o amor é doido, múltiplo, indeciso e lindo!!!
desejo...paixão...ciúmes
ba oui... c'est une mélange!!!

ah...me esqueci das traições...
sem elas, o amor não vinga!
ahahahahaha
recebi esse email...num entendi nada...
tem gente achando que sou ciumenta...
"Os ciumentos não precisam de motivo para ter ciúme. São ciumentos porque são. O ciúme é um monstro que a si mesmo se gera e de si mesmo nasce. "
" Meu Senhor, livrai-me do ciúme! É um monstro de olhos verdes, que escarnece do próprio pasto que o alimenta. Quão felizardo é o enganado que, cônscio de o ser, não ama a sua infiel! Mas que torturas infernais padece o homem que, amando, duvida, e, suspeitando, adora. (Shakespeare)"
ahahahahahaha
pirante! punk! entregante! instigante!
"menas né... zé mané....."

Atenção amigas(os)...
não acreditem na propaganda que a tinta "x" não fede!!!!!!!!!
todas as tintas te entopem o nariz, "impesteiam" a casa, e demoram muito mais do que diz a propaganda pra secar! porra, tô pintando os quartos das meninas e o meu, banheiros, escritório, enfim, a parte interna da casa para a chegada da jojo e do mike! ai, fui naquela da propaganda da Hebe, e comprei uma tinta que dizem os cartazes..." nâo deixa cheiro" e de "rápida secagem!"...
claro que paguei mais caro!
maior engabelação! ( essa palavra é antigona...).
bem feito pra mim... vai sua boba, vai acreditar em propaganda!!!!! sério, eu não aprendo... nessas horas, sinto uma saudade incomensurável do Lê, por que realmente ele foi o tipo de marido bom pra caramba em compras de material de construção, reformas e acabamentos em geral...num dô conta disso não...detesto ter que cuidar de algumas coisas práticas e que não sejam referentes ao meu trabalho!! agora tô aqui, toda de nariz entupido, num posso a abrir janela, vento e chuva total, e tendo de aturar o cheiro insuportável e indefinido, mas facilmente reconhecido de tinta fresca! acho que vou ter uma crise de sufocamento!!!quero meu dinheiro de voltA!!!!!!!!!! Ô tinta QUE fede...

quinta-feira, dezembro 07, 2006

homens...ba...

é impressionante como os homens nunca, mais nunquinha mesmo, reparam se estamos vestindo vermelho, se pintamos o cabelo, ou mesmo se estamos de chapéu. hoje vivi situação que expôs de forma irritante e engraçada tal fato. fiz mechas no meu cabelo, ficando naturalmente loura! bem mais loura....entrei no escritório, onde só trabalho com advogados homens, e literalmente desfilei balançando os cabelos. eles:- uai marilia, perdeu alguma coisa? eu comecei a rir, não aguentei, e perguntei: - ninguem notou nada de diferente em mim? recebi respostas das mais diversas! - não, deixa ver....tá de roupa nova! -tá molhada, tomou chuva?
gente é irritante, por que eles falavam sério, sem perceber nada, e olhem, a mudança nos meus cabelos foi radical! depois de ouvir as coisas mais bizarras, eu disse : genteeeee pintei o cabelo!
foi aquele AHHHHHHHH geral... todos, imediatamente começaram a falar ao mesmo tempo: -"logo vi, eu ia falar, tinha percebido... e todos deram explicações inacreditáveis e inúteis...
e foi aquele convers~e sobre homem repara, mulher ver tudo, etc, etc...algumas horas depois, lá vou eu com o maurinho pro fórum, e entramos na sala de uma juiza que já me conhece há tempos : - licença excelência... podemos falar um minutinho com a senhora?
-Claro, entrem...
- minha nossa marilia! cabelo novo?
- tá lindo, onde voce fez????
eu e o maurinho caimos na gargalhada! dificil foi fazer a sua excelencia entender que não estávamos rindo dela!!!

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Resposta / MÃES

gente, escrevi umas palavrinhas (maternal desabafo), depois de pequena disputa com maria júlia pelo computador, da qual eu sai vencedora, por força da hierarquia e pela voz de sou eu e tenho dito...
indignada, morri de rir depois que passou a briga, mas é um absurdo, casa com duas pessoas , precisar de dois computadores...ah,,, nem pensar! alí, mando eu - regime de igualdade de direitos até esbarrar na necessidade blogal da mãe....
RECEBI O EMAIL ABAIXO DE UMA AMIGA QUE LEU O POST.
ADOREI, E VOU COLOCAR EM PRATICA , COM PEQUENAS RESSALVAS!

Em primeiro lugar, Mamãe gostaria de agradecer a presença de todos nesta Primeira Convenção Familiar.!Mamãe sabe como foi difícil abrir um espaço nas agendas de cada um de vocês. Papai tinha uma lavagem de carro praticamente inadiável, Júnior já tinha marcado de se trancar no quarto, Carol estava para receber pelo menos três telefonemas importantíssimos de uma hora e meia cada um. Mamãe está comovida. Muito obrigada!
Bem, conforme Mamãe já tinha mais ou menos antecipado, esta convenção é para comunicar ao público interno - Papai, Júnior e Carol - todas as modificações nos produtos e serviços da linha Mamãe. Como vocês sabem, a última vez que Mamãe passou por reformulações foi há 14 anos, com o nascimento do Júnior. De lá para cá, os hábitos e costumes, o panorama cultural, a economia e o mercado passaram por transformações radicais. Mamãe precisa acompanhar a evolução dos tempos, sob pena de ver sua marca desvalorizada.
Para começar, Mamãe vai mudar a embalagem. Mamãe sabe que esta é uma decisão polêmica, mas, acreditem, é o que deve ser feito. Mamãe sai desta convenção direto para um spa, e de lá para uma clínica de cirurgia plástica. Nada assim tão radical. Haverá pouquíssimas alterações de rótulo, vocês vão ver. Mamãe vai continuar com praticamente o mesmo formato, só que com linhas mais retas em alguns lugares e linhas mais curvas em outros. Calma, Papai. Mamãe já captou recursos no mercado. Mamãe vai ser patrocinada por uma nova marca de comida congelada. Lei Rouanet, porque Mamãe também é cultura.
Junto com o lançamento da nova embalagem de Mamãe, no entanto, acontecerá o movimento mais arriscado deste plano de reposicionamento. Sinto informar, mas Mamãe vai tirar do mercado o produto Supermãe. Não, não, não adianta reclamar. Supermãe já deu o que tinha de dar. Trata-se de um produto anacrônico e superado, antieconômico e difícil de fabricar. Mamãe sabe que o fim da Supermãe vai aumentar a demanda pela linha Vovó, que disputa o mesmo segmento. Paciência. Você não pode atender todos os públicos o tempo todo. No lugar da Supermãe, Mamãe vai lançar (queriam que eu dissesse 'vai estar lançando', mas eu me recuso) novas linhas de produtos mais adequados à realidade de mercado. Vocês vão poder consumir Mamãe nas versões Active (executiva e profissional), Light (com baixos teores de pegação de pé), Classic (rígida e orientadora), Italian (superprotetora) e Do-It-Yourself (virem-se, fui passear no shopping). Mas uma de cada vez, sem misturar. Ah, sim, Mamãe detesta esses nomes em inglês, mas me disseram que se não for assim não vende.
Mamãe gostaria de aproveitar a oportunidade para lançar seus novos canais de comunicação. De hoje em diante, em vez de sair gritando pela casa, vocês vão poder ligar para o SAC-Mamãe, um 0300 que dá direto no meu celular (apenas 27 centavos por minuto, mais impostos). Mamãe também aceita sugestões e críticas no endereço mamae@mamae.net. Mais uma vez Mamãe agradece a presença e a atenção de todos. Aguardem: vem aí a Nova Mamãe!

segunda-feira, dezembro 04, 2006

OCEANO

Olho a praia. A treva é densa.
Ulula o mar, que não vejo.
Naquela voz sem consolo,
Naquela tristeza insana
Que há na voz do meu desejo.

E nesse tom sem consolo,
Ouço a voz do meu destino:
Má sina que desconheço, vem vindo desde eu menino,
Cresce quando em anos cresço.

_ Voz de oceano que não vejo,
Da praia do meu desejo...

(Manuel bandeira / a cinza das horas )

ser mãe é meio melodramático.
almodovar que o diga. adoro sua visão masculina e tão feminina do universo bipolar, quiça tripolar das mulheres. em seus filmes ele deixa claro que entende da questão, e que sabe que mulheres escondem segredos eternos, ancestrais. Mas falam a verdade, quando ela é inevitável. ou necessária.

eu não saberia ser mãe de homens.
Deus me poupou essa experiência


Mulher = morte. Incompreensívis. Enigmáticas. Inexplicáveis. ( aprendi com meu analista freudiano...)

filhas...

definitivamente filhos são pessoas que eu amo e odeio.
literalmente.
caramba, sou uma mãe bacana, sempre presente, convivendo e conversando com minhas filhas a vida inteira, procurando respeitá-las, educá-las, e criar um clima de harmonia em volta delas.
mas, filho é assim, mimado, egocêntrico, e só entende quando é do interesse deles.
estou de saco cheio da maternidade hoje.
isso acontece de vez em quando.
fico com vontade de jogá-las na parede!
mas é só por um tempinho, porque a paixão pelas minhas duas monstrinhas é muito grande, mesmo no auge da antipatia materno-filial.....

sexta-feira, dezembro 01, 2006

1º de Dezembro 2006.


Sexta-feira, 1º de dezembro, nove e vinte da noite e finalmente consigo entrar no blog!
Desde a madrugada de quinta - feira a internet daqui de casa está fora do ar. E juro, esse mês até paguei a NET em dia! Ligava o computador e na tela uma página, ou melhor, página alguma, só " servidor não encontrado"...Ninguem funcionou no escritório, porque a net não pegou. E como era antes? Coisa mais esquisita como a gente se acostuma com umas modernidades....Aliás, quinta -feira foi um dos dias mais molhados que passei em minha vida! Choveu como há muitos anos eu não via chover. Chuva forte.
As pessoas usavam as mais diversas expressões quando se referiam a chuva:
- Está chovendo a cântaros lá fora! (de onde terá vindo essa frase?)
- Está caindo um dilúvio..( dilúvio cai?)
- São Pedro abriu as torneiras...(????)
- O céu está desabando em água!
Eu, por minha vez, xinguei a porra da chuva o tempo todo, fiquei insuportável, mal humor total, cabelo anelando, cara de molhada. Sem contar que quando chove o trânsito também entra em pane - na Prudente de Morais, horas para ir, e na Contorno horas para voltar! Não deixei Maria Júlia ir a aula porque imaginei como estaria a porta do Loyola as seis e meia da tarde! Bela mistura...chuva, fila dupla, menino passando na frente, do carro, ( aliás menino pra todo lado), vidro do carro embaçado, eu com um medão danado da bateria do meu Palinho falhar - sempre que ele fica muito tempo " na chuva", a bateria piva!!! Gente, foi água pra caramba que caiu!
Sério, quem sobreviveu, viu....

quarta-feira, novembro 29, 2006

A Casa dos Alvarengas

A Magia
Dizem que os palhaços são pessoas abençoadas pelo fato de nos fazerem rir.
Mas eu digo, que abençoados também são os mágicos de circo.
E digo mais, viva o circo!
Não consigo me lembrar de alguma festa na casa de meus pais, e mais tarde na minha - aniversário das meninas - que não tivesse um mágico para animar, um palhaço para alegrar.
Para meu pai, festa sem mágico é festa ruim....
Até hoje, quando aparece algum na televisão ele me liga, excitado:
- filha, olha o canal "x"!Tem um mágico lá! é um espetáculo! como ele consegue?
Sei que naquele dia, meu pai vai dormir mais feliz!
Eu já perdi a conta de quantos circos fui na minha vida!
Cácá é o apelido do meu tio.
Irmão caçula do meu pai, ele é sem dúvidas, uma das pessoas mais divertidas que conheço.
Me recordo , eu menina ( licença meu poeta...), e tio Cácá me levando com as outras primas para a TV Tupi, Rio de Janeiro, furando fila e empurrando para nos colocar na platéia do circo do palhaço Carequinha, onde ele, meu tio era quase parte do espetáculo de tanto gosto demonstrava...
Ele nos levava também para ver o palhaço "Chocolate", que gritava assim:
- e ai criançada!! galinha no "chôco, cachorro num late"èeeeeee, o Chocolate!!!
Nós íamos ao delírio.
Ah, meu pai e meus tios são apaixonados por circo e pela magia que envolve aquelas lonas.
Eles ficam com os olhos brilhando, sorriso que não sai dos lábios, e aclamam, vibram, participam, e se extasiam com o simples tirar um lenço de uma cartola!
Aplaudem, são um público único, pois olham para os artistas com olhar apaixonado, eterna primeira vez! E, coincidência ou circunstâncias, talvez força vinda da alegria, pois ser alegre e ter mania de ser feliz é natural entre nós, eles amam e vivem a vida com emoção e paixão. Não se rendem, e como os palhaços, também choram, mas buscam no riso a força para superar as adversidades.
Eu acredito em fadas porque meu pai me ensinou a ver a mágica.
Eu acredito na felicidade e na possibilidade.

Nunca vou esquecer a cena - festa das bodas do tio Nilton - tio Cácá com o dedo em cima da cabeça do meu pai, falando:
- roda , Baixinho, roda..
E meu pai se acabando, dançando, rindo e girando como piorra, enquanto meu tio Nilton enxugava as lágrimas de tanto rir apoiado pelo tio Osvaldo, que , empolgado, veio entrar na roda e girar também...
A casa dos Alvarenga - livro III

Idy - Setembro 2006

Baba ovo...




Sou baba ovo delas meismo.......
Eu adoro vcs, garotas!!

A foto é claro, da representante "di turma"!

Gdázitiz, adorei o comentário "de qui ôcê vai chamar o Antônio pra Fátima!"
Deixa ela lê que manda capitão, tenente e coronel te prender...

lugar comum

na longa noite,
encontrei escrito como dedicatória do livro que peguei pra ler...

"La franchise ne consiste pas en dire tous ce qu' on pense, mais en penser tous ce qu'on dis."
"A franqueza não consiste em dizer o que se pensa, mas em pensar tudo o que se diz"
E eu digo... quem é que pensa?
Quem é que é franco de verdade?
Será mesmo ?
-que quem fala o que quer ouve o que não quer?
(filosofiazinha barata essa minha, heim?)

Insônia


a minha noite foi longa...
não perdi um filme, e no final, já estava vendo o canal de vendas e leilão de bois...
hoje sei tudo sobre os peixes pretos da china...

só quem tem sabe ...